Procrastinação

Por que algumas pessoas preferem deixar tudo para depois?

Aline Oliveira

12/7/2021 1 min read

Uma forma de explicar a procrastinação é através da neurociência.
Uma pesquisa, publicada na revista científica Psychological Science , identificou duas áreas do cérebro que determinam se somos mais propensos a executar logo uma tarefa ou a adiá-la continuamente.
De acordo com especialistas, o estudo enfatiza que a procrastinação está mais relacionada com o gerenciamento das emoções do que do tempo.
A pesquisa mostrou que a amígdala – uma estrutura em forma de amêndoa no lobo temporal (lateral), que processa nossas emoções e controla nossa motivação – era maior em procrastinadores.
Nesses indivíduos, as conexões entre a amígdala e uma parte do cérebro chamada córtex cingulado anterior dorsal (DACC, na sigla em inglês) também eram mais pobres e deficientes.
O DACC usa informações da amígdala e decide que atitude o corpo vai tomar. Isso ajuda a manter a pessoa focada, bloqueando emoções e distrações que podem competir com o que ela está fazendo.
“Indivíduos com uma amígdala maior podem ser mais ansiosos em relação às consequências negativas de uma ação – eles tendem a hesitar e adiar as coisas”, explica Erhan Genç, um dos autores do estudo, da Ruhr University Bochum, na Alemanha.
Os pesquisadores sugerem que os procrastinadores têm mais dificuldade de filtrar emoções e distrações que interferem na realização de uma determinada atividade porque as conexões entre a amígdala e o DACC deles não são tão boas quanto a de indivíduos proativos.
Mas, para salvação dos procrastinadores, a plasticidade cerebral permite ao cérebro mudar ao longo da vida.
E, de acordo com as pesquisas, uma forma de trazer mudança nessas áreas relacionadas com a procrastinação é a meditação mindfulness (“atenção plena”). Atenção plena e mente presente promovendo mais qualidade de vida e produtividade.